"Gramática fluvial"

É o assombro!
A foz do rio de todas as mágoas
ora diante do meu passado
revolvendo águas e águas
e nelas gotículas soltas, perdidas
do Além futurado.

Partículas gramaticais!
A esquecerem-me as idas
onde foste e já não vais.

Comentários

  1. Caro João-Afonso Machado
    Chegados aqui o tempo passa a uma velocidade vertiginosa, mas ficam as memórias de um tempo que como as águas do rio terminam por desaguar na foz.
    Belo poema, gostei de ler.
    Um abraço

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  2. O tempo é o nosso maior enigma. Só a obra humana o pode vencer.
    Obrigado pela visita caro Gekko Fries. Um abraço.

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  3. Um poema que permanece depois da leitura. Gostei muito. Um abraço.

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  4. Este seu poema corre como o próprio tempo — fluido, inescapável, mas que deixa na margem a substância da memória. Essa "gramática fluvial" acaba por ser a forma como tentamos ordenar as águas do passado e as dores que já lá vão.

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    Respostas
    1. Sem entrar em pormenores, caro Daniel, é isso. Deixemos as águas corrrer, a sua pasagem é um curativo.
      Muito obrigado!

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  5. Literalmente João-Afonso, concordo plenamente ,'a foz do rio revolvendo águas e águas' , os ciclos da vida. Muito bonita sua 'gramática' . Bom dia

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  6. Vai ver que vai João Afonso! Um abraço

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  7. Obrigada pela sua visita. De facto o Minho é uma obra de arte em si mesmo. Gostei da fotografia e do poema associado. Fique bem!

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