Literalmente...

... ainda não descobri palavras, não encontrei uma explicação, sendo certo o pelotão de fuzilamento estava lá, posto ante mim, de dedo no gatilho. E agora esta terra poeirenta, eu a gatinhar e já com saudades da viçosa vida das plantas que em tanta vacuidade recusam medrar.

Ao Céu não cheguei. O Céu é azul, flutuado por nuvens brancas, e a maioria celestial é monárquica. Não, o Céu está-me reservado, mas não por agora. Marte? A meio caminho? Também não. Em Marte só com oxigénio em botijas e eu respiro livremente, conquanto a dar sinais de uma certa alergia a esta poeira despida. Ia dizer não vejo vivalma, mas, se não me engana o olhar, erguem-se lá longe, como pirilampinhos, três ou quatro construções. Mais: vem caminhando para aqui - só não um sósia meu porque se veste engravatado, em toda a insana estupidez de um causídico; um desses advogados de mal-amanhadas e enroladas palavras.

Mas não tenho como não o escutar, talvez ele saiba o horário dos autocarros. Ou talvez uma dessas três ou quatro portas se digne dar-me algum alento...

Uma coisa sei: urge sair deste estupor em que não me revejo.


 

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